terça-feira, 15 de março de 2016

INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

Manaus, 15 de março de 2016


Ler, analisar, compreender e desenvolver textos é sem dúvida o maior desafios para qualquer estudante, neste post procurarei desenvolver meu ponto de vista a cerca de assuntos em relação a interpretação de textos e como ler e ler e ler mais ainda tem me ajudado a desenvolver a prática da escrita, da análise e da redação, constante em concursos de maior complexidade. desenvolvi meu raciocínio através de tabelas pois foram mais fáceis em organizar meus pensamentos e linhas de raciocínio.


LÍNGUA PORTUGUESA – ELEMENTOS BÁSICOS DA CONSTRUÇÃO DO TEXTO




COMPREENSÃO DE TEXTOS:

Todo estudante, não importa o grau de escolaridade e até mesmo os profissionais possuem certa dificuldade em compreender e analisar textos. Aqui irei relatar os pecados capitais da interpretação de texto (o qual você deverá usar de domínio próprio para afastar isso de você) e as 10 máximas de Evanildo Bechara sobre a interpretação de texto

OS TRÊS PECADOS CAPITAIS NA ANÁLISE DE TEXTO:

Para Bechara (cap.32) as pessoas precisam ser congruentes no seu ato de falar e entender os outros, e para ser compreendido nada mais do que a pratica da boa leitura e da escrita constante, é como falar consigo mesmo, mas sem usar de oralidade (levantar a voz) a diferença é que será por escrito, abaixo o autor cita três erros comuns na interpretação de texto.

1.EXTRAPOLAÇÃO:

No dicionário, diz-se exceder os limites do bom senso. Para o autor, é um mecanismo de fuga do texto, ou seja, você interpreta aquilo que não está escrito, muitas vezes são fatos reais que não está no texto. Lembre-se que O OBJETIVO DA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO É ATER-SE AO QUE ESTA NO TEXTO.

2.REDUÇÃO:

É nada mais que diminuição, resumo, porém, neste caso, trata-se da valorização de uma parte do contexto deixando a parte o a sua completude. Bechara cita que para uma compreensão de texto sem confusão mental é necessário considerar o texto em seu todo e apenas prender-se uma parte dele.

3. CONTRADIÇÃO:

Ou também podemos definir como incoerência de fatos, ou seja, é a compreensão contraria do que está escrito. O autor adverte evitar algumas palavras como “pode”, “deve”, “não”, o verbo “ser” entre outros.

TIPOLOGIA TEXTUAL (MODO DE ORGANIZAR O TEXTO):

·         Narrativo;

·         Literário e não literário;

·         Descritivo e argumentativo;

1-      NARRATIVO (AQUELE QUE CONTA A HISTÓRIA):
a)       Narrador: narrador e foco narrativo são entrelaçados

Ø  Personagem: foco narrativo em 1ª. Pessoa, participante da história;

Ø  Observador: o narrador observador, não opina e não formula questões pessoais e psicológicas em relação aos personagens, apenas concentra-se em descrever o fato que ele está vendo;

Ø  Onisciente: é aquele que sabe tudo, pode mudar ações psicológicas, emocionais e pessoais dos personagens, concentra nas questões dos personagens ou do fato em ação, possui a liberdade de mudar o curso da história;

Ø  Intruso: nomenclatura recente na língua portuguesa, associada especialmente a Machado de Assis, ou seja, ele interage com o leitor com os personagens (associar ao chato do cinema).


b)      Foco narrativo: 1ª. ou 3ª. Pessoa;


c)       Ação:

Ø  Apresentação

Ø  Desenvolvimento;

Ø  Clímax;

Ø  Desfecho;


d)      Personagens:

Ø  Protagonista: o mocinho, o herói, o casal, o grupo, etc.;

Ø  Antagonista: o obstáculo;

Ø  Secundários: terceiros, outros;



 e)      Tempo:

Ø  Cronológico: segue o tempo;

Ø  Psicológico: de acordo com a memória do narrador ou personagem, não segue uma linha do tempo, pode variar;


f)       Espaço:

Ø  Físico: lugar geográfico (praça, rua, país, etc.)

Ø  Imaginário: lugar inexistente criado pelo narrador;

Ø  Social: ambiente que possuam costumes sociais (favela, comunidade carente, etc.)


·       Gênero textual: lenda, conto, anedota, romance, fábula...


2-      DESCRITIVO (RETRATO):
Descrição estática de pessoas, objetos, cenários, animais... não há privilégio de ação, em um determinado tempo e lugar.

·         Gênero textual: bula de remédio (parte: composição química), classificados, tabelas, horóscopos (jornal), manual de instrução (parte: descrição do equipamento).

3-      DISSERTATIVO (EXPOSIÇÃO DO TEMA, COM REFLEXÃO E ARGUMENTAÇÃO CLARA OU NÃO):
Este tipo de texto baseia-se na explanação de ideias e na consequente defesa de opinião.

·  Gênero textual: artigos de opinião, ensaio, carta de leitor, editorial, tese, dissertação...

4-      INJUTIVO/INSTRUCIONAL (DIRECIONAMENTO DA AÇÃO):
Nesse tipo de texto, há a condução do leitor pelo autor. É muito empregado o modo imperativo.

·   Gêneros textuais: receita de bolo, manual de instrução (parte: modo de uso), bula de remédio (parte: posologia), texto teatral, roteiro de tv...

OBSERVAÇÕES:

·        POESIA e PROSA são FORMAS LITERÁRIAS. Há, por exemplo, poema descritivo, narrativo, argumentativo e injuntivo;

·         Gêneros literários: épico/narrativo, lírico e dramático

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