terça-feira, 22 de março de 2016

INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS (II)

Manaus, 22 de março de 2016

Caros Amigos

Lamento muito não haver a constancia de posts nesse blog, essa atividade ainda é uma novidade para mim. Porém deixando de lado os floreios daremos continuidade aos nossos estudos em Lingua Portuguesa, basicamente em interpretação de textos. No post anterior prometi a vocês que postaria as máximas de Evanildo Bechara sobre interpretação de texto. por um descuido meu acabei nao colocando mas para os ávidos estudantes segue algumas caracteristicas do genero textual e como prometido as regras de ouro da interpretação de textos. Comentarios são bem vindo, pois me auxilia a melhorar minhas técnicas de redação.


Bom estudo a todos =D

GENEROS TEXTUAIS:
Em relação ao que se destina, o gênero textual é o mais cobrado em vestibulares e concursos, costuma ser o queridinho das bancas examinadoras. Eles possuem algumas características como:
·         Estar relacionadas às práticas sociais;
·         Podem ser orais, escritos ou através de imagens
·         São produzidos por usuários da língua;
·         São definidas de acordo com estilo, conteúdo, composição e função em um determinado momento histórico;
·         Em alguns casos, os textos possuem características discursivas;

Abaixo relacionaremos os tipos mais cobrados nas provas de concurso

1-EDITORIAL:
     ·         Texto dissertativo;
     ·         Procura expressar a opinião do jornal/revista acerca de um determinado assunto quase sempre polêmico;
     ·         Tem como objetivo esclarecer/alterar o ponto de vista dos leitores;
     ·         Alerta/mobiliza a sociedade em alguns momentos;
     ·         Em alguns casos, os textos editoriais possuem discurso argumentativo, ou seja, busca persuadir o leitor transparecendo que o autor é detentor da verdade (busca impor o seu ponto de vista)
     ·         Evita opiniões/afirmações pessoais generalizantes
     ·         Procura sempre aproximar da verdade, exemplos: depoimento, dados estatísticos, pesquisas, comparações, relações de causa e efeito, etc.
2-NOTICIA:
     ·         Texto narrativo
     ·         Procura expressar um fato novo;
     ·         Busca despertar o interesse público-alvo;
     ·         Gênero jornalístico;
     ·         Pode ser encontrada em jornal (escrito/falado), revistas;
     ·         Obrigatório apresentar um titulo que vai anunciar o assunto;
     ·         Emprega palavras curtas e de uso comum
     ·         Busca ser imparcial e objetivo
     ·         Deve expor somente fatos, e não opiniões;
     ·         Possui linguagem clara, direta e bastante precisa;

OBS.: nem sempre a noticia é imparcial;

ESTRUTURA DA NOTICIA
     ·         LEAD: resumo do fato em poucas linhas, normalmente compreende o 1° paragrafo da noticia

Ø  Possui informações importantes;

Ø  Fornece a maior parte das informações ao leitor;

     ·         CORPO:  é a matéria desenvolvida ao longo da noticia (demais parágrafos)
Ø  Procura detalhar o assunto exposto;
Ø  Fornece ao leitor novas informações em ordem cronológica ou de importância;
3-REPORTAGEM ESCRITA:
     ·         Texto dissertativo;
     ·         Tem o objetivo de apresentar ao leitor várias versões de um mesmo fato;
     ·         Pode incluir observações pessoais e diretas do jornalista;
     ·         É facultado o uso de subtítulo
     ·         É composta por depoimentos, dados estatísticos, pequenos resumos e textos de  opinião.
     ·         Necessita de linguagem clara, dinâmica e objetiva;
     ·         Possui o hábito de empregar termos e expressões mais informais;

DIFERENÇAS ENTRE NOTICIA E REPORTAGEM ESCRITA:

      ·         A notícia apenas apresenta os fatos de maneira objetiva
      ·         A reportagem apresenta além dos fatos, aponta razoes, efeitos, pode ser de cunho investigativo, tece comentários, procurar levantar questões além de abrir para discussões e argumentações;
4-ARTIGO DE OPINIÃO (MATÉRIA ASSINADA OU COLUNA):
     ·         Texto dissertativo;
     ·         Procura expor de maneira clara a opinião do autor;
     ·         Possui título polêmico/provocador;
     ·         Estrutura formal: introdução (exposição), desenvolvimento (interpretação das informações), conclusão (opinião);
     ·         É facultado o uso de linguagem objetiva (em 3ª. pessoa) ou subjetiva (em 1ª.Pessoa)

PROCEDIMENTOS ARGUMENTATIVOS DO ARTIGO:
   Ø  Procura a relação de causa x consequência;
   Ø  Realiza comparações entre épocas e lugares;
   Ø  Pode possuir certo retrocesso através da narração de um fato;
   Ø  Busca interagir com o leitor;
   Ø  Pode conter afirmações extremas,
   Ø  Pode antecipar uma possível criticar do leitor, com o objetivo de contra argumentar o seu ponto de vista (leitor)
5- FABULA
     ·         Texto narrativo;
     ·         Caráter alegórico
     ·         Trabalha com o imaginário
     ·         Procura transmitir lições com fundo de moral
     ·         Geralmente as historias possuem personagens que são animais
     ·         Forma simples de narrativa

OBS.: quando tratar-se de objetos o nome é apólogo, mas possui as mesmas características da fabula;
6- CRONICA (DERIVA DE KRONOS = TEMPO)
    ·         Texto narrativo
    ·         Relata acontecimentos do cotidiano (normalmente acontecimentos banais)
    ·            Possui uma linguagem mais leve (cotidiana)
    ·         Difere do conto em tamanho e linguagem
    ·         A característica básica da crônica é o emprego do humor e da intimidade
    ·         Geralmente o narrador é o próprio autor
    ·         Os personagens são próximos ao leitor (em características)
    ·         Possui enredo, tempo e espaço,
    ·         Em alguns casos, apresenta o uso de linguagem poética (na maioria)
    ·         Possui característica transitória (pois é oriunda do jornal
7-CRONICA REFLEXIVA:
     ·         Texto narrativo
     ·         O autor buscar construir reflexões filosóficas, e transmite as suas impressões
     ·         CUIDADO!!! Não confundir crônica reflexiva com texto dissertativo

Ø  Diferenças entre texto dissertativo e crônica reflexiva

§  TEXTO DISSERTATIVO:  busca a defesa do ponto de vista do autor

§  CRONICA REFLEXIVA: apenas acompanha a análise do texto, essa reflexão filosófica apenas acompanha a narrativa do texto).

     ·         Texto hibrido
     ·         Não há preocupação quanto a linguagem:  pode ser culta ou coloquial incluindo também recurso poético
     ·         Para encontrar a diferença questionar: Qual foi o objetivo do texto?

7- ENTREVISTA (ESCRITA):
     ·         Texto dissertativo
     ·         Visa obter informações e difundi-la num meio de comunicação (revista, jornal, radio, tv, internet, etc)
     ·         Possui interação entre os locutores: entrevistador-entrevistado;
     ·         Relata experiências, conhecimentos acerca de determinado assunto.

ESTRUTURA DA ENTREVISTA:
     ·         MANCHETE: titulo que desperta interesse do espectador – frase de efeito
     ·         APRESENTAÇÃO: referencia ao entrevistado


Os dez mandamentos para análise de textos


1 – Ler duas vezes o texto. A primeira para tomar contato com o assunto; a segunda para observar como o texto está articulado; desenvolvido.

2 – Observar que um parágrafo em relação ao outro pode indicar uma continuação ou uma conclusão ou, ainda, uma falsa oposição.

3 – Sublinhar, em cada parágrafo, a idéia mais importante (tópico frasal).

4 – Ler com muito cuidado os enunciados das questões para entender direito a intenção do que foi pedido.

5 – Sublinhar palavras como: erro, incorreto, correto, etc., para não se confundir no momento de responder à questão.

6 – Escrever, ao lado de cada parágrafo, ou de cada estrofe, a idéia mais importante contida neles.

7 – Não levar em consideração o que o autor quis dizer, mas sim o que ele disse; escreveu.

8 – Se o enunciado mencionar tema ou idéia principal, deve-se examinar com atenção a introdução e/ou a conclusão.

9 – Se o enunciado mencionar argumentação, deve preocupar-se com o desenvolvimento.

10 – Tomar cuidado com os vocábulos relatores (os que remetem a outros vocábulos do texto: pronomes relativos, pronomes pessoais, pronomes demonstrativos, etc.)
fonte: Evanildo Bechara: compreensão e interpretação de textos cap. 32

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